sexta-feira, 24 de junho de 2016

precisamos (gênero e feminismo)

precisamos estudar feminismo e suas diversas correntes. 

precisamos saber o que é gênero, identidade de gênero, discriminação de gênero e violência de gênero. sim, são coisas diferentes.

precisamos saber sobre cultura de estupro. sim, ela EXISTE!

precisamos saber sobre prostituição, turismo sexual, tráfico de mulheres.

precisamos saber sobre violência: causas, efeitos, ciclos, dados, prevenção.

precisamos enfrentar todos esses temas e dialogar por aí, na aula, nos corredores, na mesa de bar, na mesa de jantar, nas redes sociais.

precisamos de educação de gênero.

sempre, e cada vez mais.

dois textos básicos sobre tudo isso, de Adriana Piscitelli:

1 - Re-criando a (categoria) mulher?, 

2 - Brasileiras na indústria transnacional do sexo
https://nuevomundo.revues.org/3744?lang=pt

vamos?





Rio de Janeiro, 24 de junho de 2016.

Roberta Laena

p.s.1 parabéns ao CAJUP e ao Severinas pelo evento sobre o tema! arrasaram!

p.s.2 estou estudando todos esses temas no Transgride, grupo de pesquisa em direitos humanos e feminismo, do Laboratório de Direitos Humanos da UFRJ. 

sexta-feira, 10 de junho de 2016

a invenção dos direitos humanos


no ano passado, o CAJUP Sitiá de Quixadá organizou um evento sobre direitos humanos e o palestrante, nosso querido Renato Roseno, mencionou um livro que aborda a história dos direitos humanos. lembram, cajupianos e cajupianas? 

pois aqui me deparei com ele nas indicações de leitura dos professores. o livro é da Lynn Hunt,  sob o título A invenção dos Direitos Humanos. 

a abordagem é muito interessante porque mostra o desenvolvimento histórico dos direitos humanos e analisa a influência das pessoas, do indivíduo, na transformação do pensamento da época. a autora mostra, por exemplo, como a leitura de romances fez com que a sociedade desenvolvesse a empatia - o colocar-se no lugar do outro - e como esse fato está relacionado à aceitação dos direitos humanos.

"Para que os direitos humanos se tornassem autoevidentes, as pessoas comuns precisaram ter novas compreensões que nasceram de novos tipos de sentimento". 

além de nos brindar com muito conhecimento histórico - é sempre muito importante a compreensão histórica das coisas, a obra é de fácil leitura e prende nossa atenção. 

recomendo muito a leitura!


Rio de Janeiro, 10 de junho de 2016.

Roberta Laena

sexta-feira, 3 de junho de 2016

o direito como instrumento de transformação social e o papel da extensão nas universidades


desde a graduação, tive a sorte de encontrar pessoas que me mostraram a importância de relacionar o ensino com a prática social, por meio da extensão.

na graduação em direito, na UNIFOR, Profa. Manuela Torquato foi uma incentivadora na criação do SAJU-CE, coletivo de assessoria jurídica popular universitária do qual participei desde a fundação. ser uma sajuana foi um marco que mudou totalmente minha perspectiva sobre o direito, influenciando na vontade de se professora e de multiplicar essa experiência.

desde então, continuei realizando e incentivando a prática de pesquisas empíricas, que, para além das teorias jurídicas, tentaram entender a realidade e influenciar na vida das pessoas de alguma forma. mas somente em 2015, por meio do CAJUP Sitiá, em Quixadá, consegui voltar a fazer extensão pra valer, e a cada dia tenho mais certeza de que esse é o caminho para que possamos ver o direito realizando uma verdadeira transformação social.

nesta semana aqui no Rio, dois momentos foram fundamentais para que essa confiança na extensão ganhasse novo ânimo: na marcha feminista "Por todas elas", contra a cultura do estupro, ocorrida no centro do Rio, no 1 de junho, e no projeto de extensão "A arte e a luta por direitos humanos no complexo da Maré", coordenado pela Profa. Vanessa Berner, do Laboratório de Direitos Humanos da FND. dois momentos diferentes mas igualmente importantes para perceber o direito como processo de luta e empoderamento, como meio de minimização de tantas desigualdades e injustiças que marcam nossa sociedade. 

o ensino jurídico formal da sala de aula não dá conta da realidade - muitas vezes, até a despreza. as pesquisas jurídicas também pouco vão a campo, ficando, em regra, no âmbito teórico. por isso, precisamos ir além e a extensão é o caminho. não uma extensão faz-de-conta que promove cursos pagos e caros dentro de quatro paredes, mas uma extensão real, nas ruas, nas comunidades, com pessoas e seus problemas reais. uma extensão verdadeiramente preocupada em encontrar caminhos para nossa sobrevivência nesse mundo de complexidades.

em tempos nos quais precisamos gritar o óbvio, como "não é não", dizer que a extensão tem esse papel fundamental não é tão banal, como eu queria que fosse. em tempos sombrios de retrocesso e avanço do conservadorismo, reafirmar esse instrumento de transformação é necessário e urgente.

para quem nunca experimentou, fica a dica. para os que já começaram, não desistam. a luta é árdua, mas importante. e está só começando.

no blog http://assessoriajuridicapopular.blogspot.com.br/, informações sobre AJUPs de todo o país.

aqui no Rio, http://www.ladih.org/ e http://najupluizamahin.blogspot.com.br/

em Quixadá, CAJUP Sitiá: www.facebook.com/AJUPFCRS



Rio de Janeiro, 3 de junho de 2016

Roberta Laena